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quinta-feira, 10 de março de 2011

O Acendedor de Lampião



             Na época em que não existia energia elétrica em Escada, às 17 h, em ponto, o acendedor de lampião desempenhava o seu trabalho com prazer, acendendo as lanternas da cidade. Nos locais desabitados, os postes ficavam localizados numa distância de 100m de um para o outro. Quando às áreas habitadas, eram colocados bem próximos um do outro. De 3 em 3 dias eram abastecidos com parafina ou querosene, por uma pequena janela.
No início do século XX, era muito usado em nosso município os lampiões à álcool.
O acendedor de lampião era funcionário do paço municipal. Ao entardecer, ele fazia habitualmente o mesmo percurso pelas ruas da cidade acendendo, reabastecendo, ou verificando os mínimos problemas que surgissem, em qualquer um deles.
Em abril de 1926, a cidade recebia os benefícios da energia elétrica gerada pela Companhia Industrial Pirapama, aproveitando a queda d'água do Rio Pirapama.
Para economizar energia, as luzes da cidade permaneciam acesas até 23 h e os escadenses pagavam, mensalmente, uma pequena taxa pelo consumo.
A partir de então, os lampiões tornaram-se obsoletos, restando apenas a lembrança e a saudade do acendedor de lampião, cuja história jamais será esquecida pelos escadenses.

Livro: Lendas, Mitos e Histórias da Terra dos Barões.
Autora: Mariinha Leão.

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