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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Maria Amélia Cavalcante de Albuquerque (Primeira médica de Pernambuco).




    Nasceu na casa grande do Engenho Dromedálio na cidade de Escada, residência de seus avós maternos, no dia 8 de agosto de 1854, filha de João Florentino Cavalcante de Albuquerque e de dona Erundina Siqueira Cavalcante de Albuquerque, viveu por algum tempo no engenho como uma menina do mato, solta, livre para brincar, correr e gritar.
     Depois de ter recebido uma boa educação oficialmente concluída em 1877, resolveu estudar medicina. Para a época e para a terra onde ela vivia era coisa nunca vista quase um escândalo, parentes e amigos, em reboliço procuraram por todos os meios, demovê-la de tão "absurda" ideia. Não era, porém, apenas uma ideia era mais do que isso. Era um ideal.(...)
     Drª Maria Amélia teve dois grandes amigos que ajudaram a lutar contra o preconceito, o Drº Frederico Maia, um dentista de fama e  o professor Tobias Barreto de Menezes, filósofo, talento de fogo, homem que fez uma época.
     Foi por influência deste último, que Maria Amélia encaminhou à assembleia provincial documento, datado de 16.03.1881, paliteando uma subvenção que lhe permitisse estudar na Faculdade de Medicina do RJ, a qual formou-se no Rio de Janeiro de 1892, defendendo a tese "Do eritema nodoso palustre" foi tambéma promeira médica a clinicar no Recife. Com consultório na Rua 1ª Março, atual conde da Boa Vista.
      Casou-se no dia 23 de setembro de 1897, na cidade do Recife, na Rua Conde da Boa Vista, de nº 24, com o Srº Gaspar Florentino Cavalcante.
     A imprensa (jornal pequeno em 29.10.1934) registrou o falecimento, salientando sua condição de primeira mulher Pernambucana a formar-se em medicina e o seu parentesco com o Drº Aluízio Marquês (seu avô), que era filho de José Marquês o primeiro médico negro do Brasil (Drº Aluízio Marquês foi diretor da Casa de Saúde São Vicente, no RJ, em 1836), e parentesco bem próximo, com o ministro André Cavalcante e como o Cardeal Joaquim Arcoverde, gente grande daquela época. O funeral foi realizado às quatro da tarde, sob o sol ainda forte e o céu azul de um outubro recifense, a cerimônia foi presidida pelo Dom Vital, foi bem concorrido, lá estavam antigos clientes, amigos e parentes.


 Texto do pesquisador: Álex Ântony.
  Fonte: Sites  de pesquisas do Nordeste.

Curiosidade: As escolas de medicina do Brasil foram abertas para as mulheres em 1879, pelo imperador Dom Pedro II.
 Fonte: Enciclopédia do Nordeste.

Um comentário:

  1. O engenho Dromedário onde nasceu Maria Amélia, primeira médica de Pernambuco, pertence ao município de Sirinhaém e não de Escada.

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