Este blog tem como objetivo principal, resgatar a história cultural de Escada. Enfatizando os prédios antigos, as casas-grandes e monumentos históricos ainda existente em nossa cidade. Nossa cidade está repleta de histórias e motivos para ser admirada, mas principalmente valorizada por todos nós!!
quinta-feira, 1 de março de 2012
O Escravo Fiel
O proprietário de um dos engenhos de nossa cidade resolveu vender um escravo que possuía, o qual era bastante ativo e fiel. Ninguém sabe qual o motivo que levou a desfazer-se dele. Dias depois, o negro cativo fugiu do engenho onde estava e implorou ao antigo senhor para aceitá-lo de volta. Entretanto, ele não aceitou o pedido, alegando que tinha vendido e não podia desmanchar o negócio. O escravo saiu dali chorando, com a alma partida, sem saber qual rumo deveria seguir. pensou um pouco e depois decidiu. Voltou ao engenho do seu velho patrão, conseguiu uma peça de corda e enforcou-se numa árvore, que ainda existe no engenho.
Livro: Lendas, Mitos e Histórias da Terra dos Barões.
Autora: Mariinha Leão.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
ENGENHO CONTENDAS
Ponto de Referência
ENTROCAMENTO DO BR-101 COM A PE-063
Distância 5,5 Km
Vias de Acesso
PE 063, PAVIMENTADA E EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO. SEGUIR
4,5KM E TOMAR, À ESQUERDA, A ESTRADA DO ENGENHO CONTENDAS. O
TRECHO FINAL DO PERCURSO NÃO É PAVIMENTADO, SENDO RUIM O SEU
ESTADO DE CONSERVAÇÃO.
Construída na segunda metade do século XIX, a casa-grande, embora
semi-arruinada, ainda impressiona por sua características notáveis e grande
dimensão. Implantada à meia encosta, tem um pavimento térreo, cuja área
corresponde à metade da do pavimento superior. O pé-direito e dimensões dos
cômodos do pavimento térreo indicam sua função social. Conforme ainda se
avista em um pequeno trecho ao lado direito da fachada, todo o alpendre superior
apoiava-se em delgados canos de ferro e era guarnecido por grade do mesmo
material. Já as colunas da galeria do pavimento térreo tinham fustes cilíndricos
em alvenaria de tijolos. Abandonada e envolvida pela vegetação, seu entorno é
marcado por construções que compunham a sede do engenho e canavial.
A mesma era residência do Barão de Contendas Antonio Epaminondas de Barros Correia.
domingo, 15 de janeiro de 2012
O Padre sem Cabeça
Parque Aquilino Gomes Porto é o nome oficial da rua conhecida como Gruta do Vigário.
Assim que iniciaram a construção das primeiras casas dessa extraordinária Gruta, muita gente, para cortar caminho quando vinha do comércio, descia o Gogó da Ema e saía na Gruta do Vigário.
Houve uma época em que começou a aparecer nesse local uma figura exótica: Era uma padre sem cabeça que aterrorizava moradores e transeuntes que andavam por essa rua. O padre usava batina preta e caminhava, lentamente, durante a madrugada.
As pessoas que viam o estranho sacerdote, saíam correndo, apavoradas. Outras desmaiavam e eram socorridas pelos moradores do lugar.
O aparecimento do padre misterioso atormentou os habitantes da rua, causando curiosidade e confusão na cidade, por um bom tempo.
Na época, boa parte da população deixou de caminhar à noite pela gruta, a qual tornou-se famosa pelas suas histórias e contos do além.
Livro: Lendas, Mitos e Histórias da Terra dos Barões.
Autora: Mariinha Leão.
A Loira da Sombrinha
Era início do inverno de 1976. A rua estava fria e sombria.
A ausência das estrelas no firmamento denotava um aspecto opaco e melancólico em toda a cidade. Entretanto, essa paisagem se contradizia com um clima festivo da juventude da época, que participava de uma animada festa no Clube Intermunicipal de Escada.
Foi nessa noite que um cidadão escadense, após mais uma jogatina no comércio, seguiu com destino a sua residência localizada na popular "Rua dos Coqueiros". Ao chegar em frente ao portão do Clube, chamou sua atenção a presença de uma linda jovem loira, cabelos comprindos, trajando vestido branco, segurando uma sombrinha, pois estava neblinando. O homem, que era perito em conquistar belas mulheres, parou, observou a jovem por alguns minutos, deu um lépito sorriso, o qual foi correspondido e, de imediato, convidou-a para acompanhar. Ela aceitou o convite e ambos desceram com destino ao Buraco do Tatu. Assim que chegaram ao local, dirigiram-se a um casebre abandonado; era mais uma das suas costumeiras aventuras amorosas. Enquanto a loira se organizava, nesse ínterim, ele desviou um pouco o olhar. Ao retornar, notou que a loira havia desaparecido. O cidadão olhou para os lados, não viu ninguém a sua volta. Dominado por uma sensação horripilante, saiu correndo do local até em casa.
Após esse acontecimento, nunca mais ele procurou a companhia de mulheres estranhas para sair .
Livro: Lendas, Mitos e Histórias da Terra dos Barões.
Autora: Mariinha Leão.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Usina Massauassu
Situa-se às margens da Rodovia-PE 45 distante 87,5 KM da sede do município de Escada.
Foi fundada em 1890, nas terras do senhor de engenho Marcionilo da Silveira lins, daí ter sido registrada, inicialmente como Silveira Lins e filhos. 24 anos depois da sua inauguração, Zenóbio Marques da Silveira Lins, filho mais novo do Sr. Marcionilo, passou a Usina para o Sr. José Henrique Carneiro da Cunha, que entre 1916 e 1917 associou-se ao seu cunhado Oscar Amorim e ao seu irmão Oscar Barardo Carneiro da Cunha.
Em 1929, a sociedade já tinha se desfeito. Apenas José Henrique Carneiro da Cunha continuava sendo proprietário nesta época. A usina possuía 09 propriedades agrícolas, que produziam 50.000 toneladas de cana por ano. Sua capacidade de produção diária era de 7.000 litros de álcool, e 500 toneladas de cana. Em época de moagem chegavam a trabalhar uma média de 150 funcionários, e era permanentemente proibida a contratação de estrangeiros bem como mulheres e menores de 18 anos.
Possuía uma via férrea com 60 km de extensão, 3 locomotivas e 84 carros vagões. Mantinha duas escolas em atividades com uma média de 60 crianças matriculadas.
Em 1987, ano em que foi desativada, chegou a produzir 569.220 sacos de açúcar de 50 kg cada.
Hoje, pertence ao espólio do Sr. Rui Carneiro da Cunha. O povoado se desenvolveu assim como seu pequeno comércio, formado por antigos trabalhadores .
Destaca-se no povoado a antiga casa-grande em 1833, embora na fachada se aviste a data de 1926. A mesma encontra-se em péssimo estado de conservação. E, a igreja dedicada a N. Sra. do Carmo, construída no início do século XX, com características eclética, possuindo uma torre central encimada por uma cruz de ferro.
Livro: Escada, Riqueza de Pernambuco
Autor: Luís Minduca
O Cangaço em Escada
Afora as questões políticas, as diferenças internas dos oligarcas açucareiros relacionavam-se também a disputa de titulo de terras, testamentos, gados, escravos, mulheres, e às vezes envolvia até a violência. Essas disputas eram diferenças pessoais entre indivíduos e famílias. As diferenças não faziam com que ocorresse enfrentamentoentre classes sociais. Estudos modernos destacam que os agentes da maioria desta violência, conheçidos por capangas e, especialmente, cangaceiros, eram eles próprios protestantes sociais mais ou menos conscientes. O cangaceiro era um sujeito oprimido, fora-da-lei profissional por achar esta à melhor maneira de enfrentar ambientes sociais hostil. Em Pernambuco, o cangaceiro era uma figura característica do agreste e do sertão. Ocasionalmente apareciam na Zona da Mata. Um dos registros marcante da ação do cangaço nesta região aconteceu no município de Escada precizamente no Engenho Jundia terras do primeiro prefeito eleito de Escada Cel. Manoel dos Santos Dias no ano de 1899. O cangaceiro Antonio Silvino intencionado em raptar a esposa separada do enteado do usineiro acabou matando 05 pessoas incluindo a filha jovem do Cel. que estava passando na janela da casa grande a qual veio a falecer no local.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Luíz Dias Lins
Nasceu no dia 26 de Maio de 1898, era filho de Zenóbio Marques da Silveira Lins e Filonila Tereza dos Santos Dias.
Fez seus estudos primários e secundários em Pernambuco. O curso superior foi feito no Rio de Janeiro na Escola Politécnica, colou grau como engenheiro em 1918.
Fundou em 1925 a Cia. Industrial Pirapama. Que beneficiou em 1926, a Cidade de Escada com a energia elétrica e, no ano seguinte Vitória de Santo Antão.
Filiando-se a UDN elegeu-se Deputado Federal por cinco legislaturas consecutivas foi sempre membro da comissão da economia, tendo relatado importantes projetos, fez parte da delegação Brasileira na Suiça.(Genebra palaís de naciosa). Recebeu á medalha de honra ao mérito pelo 50 anos de bons serviços prestados à ENGENHARIA NACIONAL.
Destinguindo-se com a medalha de Tamandaré pela sua atitude na Camâra em defesa da MARINHA BRASILEIRA.
Faleceu no dia 26 de Março de 1982.
Texto de Mariinha Leão.
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