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terça-feira, 8 de março de 2011

A Matriz ( lenda )


                      A "Matriz de Escada" foi construída, em 1874, pelo missionário frei Caetano de Messina Sobrinho. O projeto arquitetônico é de autoria de frei Francisco de Vicenzi, o famoso arquiteto da Igreja da Penha.
Situada no alto da cidade numa superfície de 410 metros quadrados, com fachada de 18 m e 20 cm de largura e 14 m e 40 cm de altura. No transcurso da sua história teve a construção interrompida três vezes: o motivo foi a inimizade entre um dos párocos de Escada e o capitão-mor da povoação Manuel Tomé de Jesus, o qual mandava demolir a construção assim que era iniciada. Anos depois os trabalhos foram concluídos. Artisticamente, a Matriz apresenta um estilo indefinido com a presença do barroco, o romano e um pouco do gótico. No decorrer dos tempos, ela passou por várias reformas sofrendo agressões internas e pequenas modificações na parte externa, perdendo parcialmente a sua originalidade.
Foi nesse tempo suntuoso, na primeira década so século XX que aconteceu o extraordinário conto do além. Um cidadão escadense caminhava na calada da noite pela rua da Matriz. Ao se aproximar da antiga Câmara Muinicipal, viu a Igreja com as portas abertas e as luzes acesas, como se estivesse nun clima festivo. Ele parou e ficou observando a cena sem ter explicação para o fato, pois se alguma comemoração estava acontecendo àquela hora, não era de seu conhecimento. Álem disso, o Pe Pedrosa que era Vigário de Escada e estava ausente da cidade. O homem caminhou vagarosamente , sempre olhando para o templo e admirando a intensa claridade do ambiente. Ao chegar bem perto da Igreja, as luzes apagaram-se, subitamente, e tudo desapareceu, deixando o homem atônito. Ele saiu correndo pela Rua Vigário Simão, sem ter explicação para o episódio que acabava de vivenciar.

Livro: Lenda, Mitos e Histórias da Terra dos Barões.
Autora: Mariinha Leão                                              

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saudosos Carnavais

           Escada, conheçida como  Terra dos Barões é um celero rico em Cultura, mas pouco valorizada pelos seus filhos da terra. Entretanto, é relevante salientar que, de antigamente guarda-se a memória de Saudosos
Carnavais com seus bailes carnavalescos no clube intermunicipal de Escada, na JOC (Juventude Operária Catolica) na  Sede do Guarani, no Cassino da Pirapama nas sedes das Usinas e outros locais.
 Blocos que fazia Alegria dos foliões de antigamente:

Cana Verde de dona. Maria Caranguejo.
Morro de Fome mas não Trabalho - Sr. Djá.
Axé - Sr. Luis Fluminense.
Cachorro Lambeu tua cara - Sr. Sergio Pereira.
Os Teimosos do Morro de dona Odete Delmira.
Princesa de Bagdá - Sr. tatá da padaria,  (entre outros).


Com o passar do tempo é lamentável  o desaparecimento desses folguedos Culturais que proporcionaram tantos momentos de alegria aos foliões Escadenses, mas com a perca desses blocos surgiram outros como:
A Buzina da Aurora - Kako Ximenes
As Catraias da Vila Operária - Miguel dos Santos
Maria Clara em folia - Escola professora Maria Clara
Experiencia de Vida Terceira Idade.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Casa-grande do Engenho Firmeza






           Seguindo a BR-101 Sul no sentido de Ribeirão á aproximadamente 4,5 km da séde do município. Após 2,5 km acessar estrada vicinal, que se encontra em bom estado. A casa-grande possui um elemento raro na arquitetura pernambucana, que é o pátio interno. Está classificada como Bangalô, apesar de ter telhados independentes (casa e alpendres ), em duas águas. O alpendre externo tem canos de ferro apoiados em bases de alvenaria. Todos os vãos em vergas retas, São abertos. No seu frontão, os adornos em massa são vistos nas três faces protegidas pelo alpendre. Mas infelizmente a casa-grande de raro elemento na Arquitetura pernambucana foi demolida para a construçao de uma creche.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Engenho Matapiruma





          Distante 18 km, da sede do município. Foi uma das residências do Barão de Suassuna.
A casa-grande também ficou famosa por ter hospedado o Imperador D. Pedro II. Em 1859. do Conjunto arquitetômico; Casa-grande, capela e senzala, só a senzala continua de pé, sendo hoje, ultilizada por trabalhadores do engenho, como moradia. Foi construída entre a casa-grande e a capela. Seu alpendre arqueado em alvenaria, de fustes cilíndricos e capitéis toscos. A casa-grande possuia um estilo colonial altêntico. Hoje avistamos só ruinas dos trechos de uma fundação e raros pedaços de paredes.
Ela datava do ano de 1800. A capela cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Foi construida em 1817, também estar em ruínas resta apenas um pedaço da fachada, da parede central e da parede posterior. Possui grande valor histórico e cultural.

Livro: ESCADA, Riqueza de Pernambuco.
Autor: Luis Minduca.

Engenho Canto Escuro







A 3 km da zona urbana, é acessado pela BR101 no sentido de riberão que esta sendo duplicado.
após 2,5 km acessar uma estrada de barro que se encontra em bom estado. O acesso da casa-grande é feito em calçamento de pedras com flores silvestres em suas latarais , a casa foi construída em terreno inclinado no fim do século XIX para o ínicio do século XX.   Está classificada como chalé. Seu alpendre em ''U'' com guarda-corpos em ferro e colunas de madeiras. O telhado é em quatro águas cobrindo toda casa e o alpendre numa mesma altura. Todos os vãos da casa são abertos em arcos ogivais, com cercadura em massa.Atualmente ao lado da casa foi constrida uma capela.  Ao seu redor chama atenção uma frondosa barriguda, e uma bica de água natural. Possui um porão em sua porção frontal.

Livro: Escada Riqueza de Pernambuco
Autor: Luís Minduca

A Escravidão Escadense.











               A história da escravidão escadense é um assunto bastante fragmentado, pelo fato de não existir,
no municipio, documentos da época que comprovem como e quando aqui chegaram os primeiros escravos,  quem os comprou e quais os engenhos que mais exploraram o trabalho escravo.
Mas não resta dúvida que, em nossas propriedades rurais, eles desempenharam diversas funções. trabalharam na lavoura de cana-de-açucar , nos engenhos e nas casas-grandes como empregados domésticos. Qualquer falha cometida, recebiam severas punições, destacando-se, entre elas, o temido tronco, o chicote, a palmatória, a prisão e o ferro em brasa, com o qual eram marcados.
As senzalas existentes em alguns engenhos  e os objetosde tortura que foram doados e, hoje expostos nos museus recifenses, são o resquícios da presença da mão-de-obra escrava em nosso município.
A falta de provas documentais nos leva a recorrer ás nossas tradições, que constituem uma relevante fonte histórica e muito colaborou para o resgate dos fatos que marcaram a história da escravidão escadense.
Livro: Lendas, Mitos e Histórias da Terra  dos Barões.
Autor: Mariinha Leão.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Manoel Bandeira

  

        Naceu em Escada , mais precisamente no engenho limoeirinho no dia 02 de maio de 1900 . Homônimo do enscritor e poeta MANOEL BANDEIRA , tambem pernambucano , para diferenciar do mesmo , assinava M. Bandeira logo cedo foi morar em Recife , onde em seus trabalhos são evidentes em seus traços Escadenses . Sobre se ele costumava falar " NÃO TIVE MESTRES " .
Começou a pintar aos 12 anos , no liceu de artes e oficil no Recife . Como tecnica , gostava do bico-de-pena e tinta nanquim .
O poeta Manoel Bandeira , fã confesso dos trabalhos do pintor Manoel Bandeira , escreveu sobre ele uma vez no Jonar Diário de Pernambuco , pintou tambem varios municipios como : Recife , Olinda , Goiana , Ribeirão , Palmares , Goiania , Abreu e Lima ,Camaragibe , São lourenço da mata , Paulista , Jaboatão em bico-de-pena , desenhou : as ruinas do forte de Gaibú , a matriz de Boa Vista ,o forte de Pau Amarelo , o palacio Episcopau de Olinda , o convento do Carmo , o mosteira de São Bento e o seminario de Olinda .
Manoel Bandeira faleceu aos 64 anos , em plena revoluçao de 1964 , precisamente no dia 3 de março , poucose falou de sua morte devido ao Golpe Militar que era noticia constante da epoca . O arquivo Publico do Estado publicou sua obra 3 anos apos sua morte a pedido do antropólogo Waldemar Valente , o Governo do Estado de Pernambuco , fez uma homenagem ao pintor Manoel Bandeira colocando seu nome a uma escola e a uma rua na cidade do Recife .

Autor: José Luís Minduca
Livro : ESCADA Riqueza de Pernambuco